SOLENIDADE DE SANTA
MARIA MÃE DE DEUS
XLVI DIA MUNDIAL DA PAZ
PRIMEIRA SOLENIDADE DO
CALENDÁRIO LITÚRGICO
No primeiro dia do ano novo, o calendário
dos santos se abre com a festa de Maria Santíssima, no mistério de sua
maternidade divina. Escolha acertada, porque de fato Ela é "a Virgem mãe,
Filha de seu Filho, humilde e mais sublime que toda criatura, objeto fixado por
um eterno desígnio de amor". Ela tem o direito de chamá-lo
"Filho", e Ele, Deus onipotente, chama-a, com toda verdade, Mãe!
Foi à
primeira festa mariana que apareceu na Igreja ocidental. Substituiu o costume
pagão das dádivas e começou a ser celebrada em Roma, no século IV. Desde 1931
era no dia 11 de outubro, mas com a última revisão do calendário religioso
passou à data atual, a mesma onde antes se comemorava a circuncisão de Jesus,
oito dias após ter nascido.
Num certo sentido, todo o ano litúrgico
segue as pegadas desta maternidade, começando pela solenidade da Anunciação,
nove meses antes da Natividade. Maria concebeu por obra do Espírito Santo. Como
todas as mães, trouxe no próprio seio aquele que só ela sabia que se tratava do
Filho unigênito de Deus, que nasceu na noite de Belém.
Ela
assumiu para si a missão confiada por Deus. Sabendo, por conhecer as profecias,
que teria também seu próprio calvário, enquanto mãe daquele que seria
sacrificado em nome da salvação da Humanidade. Deus se fez carne por meio de
Maria. Ela é o ponto de união entre o Céu e a Terra. Contribuiu para a obtenção
da plenitude dos tempos. Sem Maria, o Evangelho seria apenas ideologia, somente
"racionalismo espiritualista", como registram alguns autores.
O próprio Jesus através do apóstolo São
Lucas (6,43) nos esclarece: "Uma árvore boa não dá frutos maus, uma árvore
má não dá bom fruto". Portanto, pelo fruto se conhece a árvore. Santa
Isabel, quando recebeu a visita de Maria já coberta pelo Espírito Santo, exclamou:
"Bendita és tu entre as mulheres
e bendito é o fruto do teu ventre." (Lc1, 42). O Fruto do ventre de Maria
é o Filho de Deus Altíssimo, Jesus Cristo, nosso Deus e Senhor. Quem aceita
Jesus, fruto de Maria, aceita a árvore que é Maria. Maria é de Jesus e Jesus é
de Maria. Ou se aceita Jesus e Maria ou se rejeita a ambos.
Por tomar esta verdade como dogma é que a
Igreja reverencia, no primeiro dia do ano, a Mãe de Jesus. Que a contemplação
deste mistério exerça em nós a confiança inabalável na Misericórdia de Deus
para nos levar ao caminho reto, com a certeza de seu auxílio, para abandonarmos
os apegos e vaidades do mundo, e assimilarmos a vida de Jesus Cristo, que nos
conduz à Vida Eterna.
Assim, com esses objetivos entreguemos o
novo ano à proteção de Maria Santíssima que, quando se tornou Mãe de Deus,
fez-se também nossa Mãe, incumbiu-se de formar em nós a imagem de seu Divino
Filho, desde que não oponhamos de nossa parte obstáculos à sua ação maternal.
A comemoração de Maria, neste dia, soma-se
ao Dia Universal da Paz. Ninguém mais poderia encarnar os ideais de paz, amor e
solidariedade do que ela, que foi o terreno onde Deus fecundou seu amor pelos
filhos e de cujo ventre nasceu aquele que personificou a união ente os homens e
o amor ao próximo, Nosso Senhor Jesus Cristo. Celebrar Maria é celebrar O nosso
Salvador. Dia da Paz, dia de nossa Mãe, Maria Santíssima. Nos tempos sofridos
em que vivemos um dia de reflexão e esperança!
Referencias bibliográficas:
v
Arautos
do Evangelho
Artigo histórico referente
à mesma solenidade.




